O TEXTO MAIS CONFUSO PARA SE LER NUMA SEGUNDA-FEIRA


Esse ano eu realmente deixei que minhas reflexões sobre os meus aspectos se fizessem presente. Já era tempo que a minha concentração deveria ser voltada exclusivamente aos meus sentimentos e a tudo que me compõe. E longe disso se chamar egoísmo,  vaidade. Isso se chama amor próprio.

Devido a isso, o meu texto de hoje.

Ontem (21/06 ) eu  me vestir e fiquei trocando de blusa muitas vezes, estava muito incomodada e ao sair, coloquei minha playlist, e comecei a questionar sobre o que tinha acontecido. Há algum tempo atrás eu mudei meu estilo de roupas e hoje novamente estou fazendo isso e, embora seja uma tendência natural, me fiz inúmeros questionamentos e tive várias observações.
Primeira, eu mudava meu estilo quando meu corpo mudava.
Segundo, minhas roupas folgadas que hoje uso são para esconder meu corpo.
Terceiro, eu preciso resolver isso.
Percebi que quanto mais magra ou um corpo “menor” eu usava roupas mais apertadas, cintura alta, blusas mais justas (não aquelas grudadas no corpo) e agora que eu engordei uns cinco quilos e meu corpo estar maior, eu uso cada vez mais roupas folgadas, largas sem nenhuma marcação. Essa é a segunda vez que ocorre e isso, para mim, é um problema.
Qual afinal é a relação que tenho com meu corpo?
Eu não sei. Eu não quero ele dentro de padrões de estética, contudo ao mesmo tempo me incomodo por cada grama que aumenta. Eu não gosto de exposição, contudo não ignoro o fato que eu usava muito mais roupas coladas quando magra.
E aí fico nessa.
Eu quero emagrecer, mas não tenho nenhuma vontade de levantar na cama e fazer exercícios ou
comer menos, ou fazer dieta. E isso tá longe de “preguiça de acordar cedo”, eu literalmente não sinto vontade. Não me agrada a ideia de correr, andar, comer menos e tudo isso. E mesmo com toda essa minha não vontade, meu corpo cobra uma atitude.
Eu me coloco de frente para o espelho e tá tudo bem, aí eu viro de lado e vejo que minha barriga, minha bunda, minha perna estão crescendo. Já bate o pensamento que tenho que comprar outras roupas, que caibam, que isso, que aquilo. Depois vem o pensamento que eu não posso ficar me baseando com o espelho, que eu tenho que largar esses padrões e tudo mais.
E mais uma vez, confusão.
Eu não faço ideia do que quero.

Até onde vai a minha vontade? Até onde os padrões da sociedade se impõe em mim? Até onde é um caso de saúde? Até onde o que importa é o meu pensamento? Até onde meu pensamento não é construído por outros?


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