Estava na loja da minha mãe e ambas tentávamos regular o "ponto da costura" de uma de suas máquinas. Aperta e afrouxa de um lado, depois faz o mesmo do outro, desregula tudo e vai ajeitando de novo desde o inicio. Fiz uma comparação a minha mãe que regular uma máquina é como afinar a corda de um violão até chegar à nota no tom certo, exige calma e é um processo devagar.
Desse vai e vem, a máquina regulou.
Por vários motivos, isso me fez pensar sobre meus dias, tudo parece uma enorme máquina desregulada, precisando de ajustes constantes. E quando eu achava que tinha apertado e alinhado de um lado, descubro que o problema é outro.
E qual o problema? Não há problema.
Andei remexendo inúmeros botões da minha curta vida, ajeita aqui, afrouxa de lá e nada da vida adiantar e seguir o ponto certo. Essa busca pra achar a solução dos problemas, quando na verdade muitos deles não existem, fez com que eu desregulasse por inteira a máquina que sou.
Talvez, eu tenha chegado no ponto que, assim como minha mãe fez, desregular tudo e começar de novo.
Nesses reinícios a gente sempre encontra uma versão nossa que não sabíamos que habitava em nós.

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